Mudança em comércio global deve beneficiar fornecedores alternativos, diz especialista

A Organização Mundial do Comércio (OMC) projeta uma queda no volume de comércio de mercadorias em 2022 de 3% – abaixo da previsão anterior de 4,7%.

O diretor da Câmara de Comércio, Indústria e Serviços do Brasil (Cisbra), Arno Gleisner, explicou que a estimativa se deve em função da pandemia e da guerra na Ucrânia.

“Espera-se também que haja consequências para o rendimento per capita das pessoas em todo o mundo”, disse.

Arno avalia que o movimento da última década de rearranjo das cadeiras produtivas, com a Ásia assumindo a produção que antes era do Ocidente passará por uma “reversão parcial”.

“Pela pandemia e guerra, os mercados ocidentais procuram fornecedores alternativos ou mesmo domesticamente, o impacto maior será na própria Ásia, que vai perder mercado”, afirmou.

Essa tendência, segundo ele, “não é apenas uma troca de fornecedores”.

“Teremos aumento de custos, fluxo se direcionou para os asiáticos porque são mais competitivos e preços são baixos, também terá consequências na inflação, rendimento per capita e emprego.”

Ao mesmo tempo, o diretor da Cisbra acredita que o rearranjo pode ser favorável ao Brasil: “O país é um grande produtor de alimentos e de outras matérias-primas, é uma fonte confiável de suprimentos, e isso significa que o Brasil é um dos ganhadores da mudança”.

De qualquer forma, Arno não acredita que isso fará com que o Brasil tenha aumento na economia maior do que 3%, já que há outros fatores que influenciam para o crescimento – ou não – do PIB brasileiro.

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