IBGE registra 1,2 milhão em transporte de passageiros por app no Brasil

Redação Empregos Na Web
Redação Empregos Na Web Notícias 6 Min de leitura
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O trabalho mediado por plataformas digitais já alcança uma parcela expressiva da população ocupada no Brasil. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que 1,2 milhão de pessoas trabalhavam com transporte de passageiros por aplicativo em 2025.

O número integra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, a PNAD Contínua, e foi divulgado pelo instituto em 23 de setembro de 2026. O levantamento oferece um retrato atualizado de uma atividade que se consolidou no mercado de trabalho brasileiro e passou a fazer parte da rotina de trabalhadores e usuários em diferentes regiões do país.

O que os dados do IBGE mostram

A principal informação da pesquisa é a quantidade de pessoas ocupadas no transporte de passageiros por aplicativo: 1,2 milhão em 2025. O dado se refere ao trabalho realizado por meio de plataformas digitais e ajuda a dimensionar a importância dessa modalidade dentro do conjunto de ocupações existentes no Brasil.

Ao incluir essa atividade no levantamento, o IBGE amplia a capacidade de observar como os aplicativos participam da organização do trabalho. A pesquisa não trata apenas de empregos com vínculo tradicional, mas também de formas de ocupação que conectam trabalhadores e clientes por meio de plataformas tecnológicas.

Essa distinção é relevante porque o trabalho por aplicativo pode ocupar posições diferentes na vida profissional de cada pessoa. Para alguns trabalhadores, a atividade pode representar a principal forma de obtenção de renda. Para outros, pode funcionar como uma ocupação complementar. A divulgação do IBGE reforça a necessidade de analisar essas situações dentro do contexto mais amplo do mercado de trabalho.

Pesquisa passou a considerar atividade secundária

Uma das mudanças destacadas pelo instituto foi a ampliação do questionário utilizado na pesquisa. O levantamento passou a considerar também o trabalho realizado como atividade secundária, o que permite identificar melhor a presença dos aplicativos na ocupação e na renda dos brasileiros.

Essa ampliação metodológica é importante porque uma pessoa pode realizar viagens por aplicativo sem abandonar outra atividade profissional. Ao observar também esse tipo de participação, a PNAD Contínua consegue retratar de maneira mais abrangente a diversidade das trajetórias de trabalho no país.

O resultado é um quadro mais próximo da realidade de quem combina diferentes fontes de renda ou alterna atividades ao longo da semana. Ainda assim, o número de 1,2 milhão deve ser interpretado como o total identificado pelo levantamento para o transporte de passageiros por aplicativo em 2025, sem significar que todos os trabalhadores tenham o mesmo perfil ou dependam exclusivamente dessa ocupação.

Desafios para quem trabalha com aplicativos

Além de revelar o tamanho dessa atividade, o dado chama atenção para condições que fazem parte do cotidiano de quem trabalha com transporte por aplicativo. A renda pode variar conforme a quantidade de corridas realizadas, os horários de trabalho e a demanda existente em cada localidade.

Também é necessário considerar os custos envolvidos na atividade, como combustível, manutenção e demais despesas relacionadas ao veículo. Esses fatores influenciam o resultado financeiro do trabalhador e mostram por que o volume de corridas, isoladamente, não permite avaliar quanto uma pessoa efetivamente obtém com o trabalho.

A jornada é outro aspecto que merece atenção. Como a atividade é organizada por meio de plataformas, o trabalhador precisa administrar o tempo dedicado às corridas e a conciliação com outras ocupações, quando elas existem. A pesquisa do IBGE contribui para tornar esse fenômeno mais visível, mas não substitui a análise individual das condições de cada trabalhador.

O que o levantamento representa para o mercado de trabalho

O registro de 1,2 milhão de pessoas no transporte de passageiros por aplicativo indica que as plataformas digitais já têm presença significativa no mercado de trabalho brasileiro. A informação também ajuda empresas, pesquisadores e formuladores de políticas públicas a compreenderem melhor a expansão de ocupações que não se encaixam integralmente nos modelos tradicionais de emprego.

Para quem considera ingressar na atividade, o dado serve como referência sobre a dimensão desse mercado, mas não deve ser interpretado como garantia de renda. Antes de depender exclusivamente do trabalho por aplicativo, é importante avaliar despesas, disponibilidade de tempo, conservação do veículo e a possibilidade de combinar a atividade com outras fontes de renda.

Com a inclusão do trabalho secundário no questionário, o IBGE amplia a compreensão sobre como os brasileiros utilizam as plataformas para trabalhar. O levantamento de 2025, portanto, não apenas contabiliza motoristas: ele registra uma transformação na forma como parte da população organiza sua ocupação e participa da economia brasileira.

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