Conforme explica o CEO Ian Cunha, liderança estratégica é a competência que separa decisões que aceleram o negócio de decisões que apenas parecem ágeis. Se você quer decidir com mais segurança, reduzir retrabalho e proteger a direção da empresa, continue a leitura e avalie como elevar a qualidade das escolhas sem travar a execução.
Na prática, decidir rápido sem decidir mal não depende de “ter certeza”, mas de construir clareza suficiente para agir com responsabilidade. Quando a liderança mistura pressa com improviso, o time sente: muda prioridade, recomeça projetos e perde confiança no plano. Por conseguinte, o custo real da decisão ruim não está no erro em si, mas na instabilidade que ela instala.
A diferença entre urgência e prioridade
Urgência é o que grita, prioridade é o que sustenta resultado. Em muitos negócios, o líder reage ao que chega mais alto, e não ao que é mais relevante. À vista disso, o primeiro passo de uma liderança estratégica é definir qual métrica ou objetivo a decisão precisa proteger.

Quando a empresa cresce, essa distinção fica mais crítica. Uma escolha que parece pequena pode gerar efeitos em cadeia: desalinha equipes, consome orçamento e drena energia mental. Como constata Ian Cunha, percebe-se que decisões melhores tendem a ser as que preservam foco e evitam “efeitos colaterais” previsíveis, mesmo que isso signifique dizer não para demandas que parecem inadiáveis.
Decidir com dados, sem virar refém de dados
Dados ajudam, mas não substituem julgamento. Em um ambiente competitivo, esperar informação perfeita é uma forma elegante de atrasar. Assim sendo, o ponto não é ter todos os números, e sim ter os números certos: os que indicam risco, impacto e reversibilidade.
Uma regra simples reduz erros. Decisões reversíveis aceitam velocidade; decisões difíceis de reverter exigem mais diligência. Sob o ponto de vista de quem lidera operações, isso muda o jogo: você passa a acelerar onde o custo do ajuste é baixo e a aprofundar análise onde o custo do erro é alto. Nesse contexto, Ian Cunha, empresário serial, reforça a importância de distinguir a decisão tática de decisão estrutural, porque a segunda redefine padrões e limita alternativas futuras.
Velocidade com governança leve
Governança não precisa virar burocracia. Para decidir rápido sem decidir mal, o essencial é ter um modelo simples de responsabilidades: quem propõe, quem valida, quem decide e quem executa. Quando isso não existe, surge microconflito, duplicidade e decisões paralelas, o que cria uma sensação de movimento sem avanço real.
Visando a manter a agilidade, a governança precisa ser proporcional ao impacto. Projetos pequenos pedem alinhamento curto; escolhas de alto risco pedem revisão mais séria. O ganho está na previsibilidade: todos sabem como a decisão acontece e em quanto tempo ela acontece. Como fundador, Ian Cunha alude que um repertório em ambientes onde a tomada de decisão exige ritmo, isso costuma trazer uma lição prática: quanto mais claro o processo, menos pessoal vira o desacordo.
Evitar erros comuns que parecem decisão rápida
Há erros que se disfarçam de agilidade. Um deles é decidir sem definir o problema. Outro é escolher solução antes de entender restrições. Também é comum trocar consistência por excitação, pulando de iniciativa em iniciativa sem tempo de maturação. Ao fim e ao cabo, isso não é velocidade, é dispersão.
Outro erro frequente é decidir para aliviar ansiedade. Em situações de pressão, escolher qualquer coisa dá sensação de controle, porém pode prender a empresa em um caminho ruim. Em última análise, liderar estrategicamente exige sustentar desconforto por tempo suficiente para decidir com lucidez, sem transformar a organização em refém do impulso.
Como amadurecer decisões sem perder ritmo?
Maturidade decisória aparece quando o líder aprende a registrar suposições e revisar escolhas com honestidade. Isso não é voltar atrás por insegurança, mas ajustar por evidência. Quando a empresa institui esse hábito, decisões melhoram porque o aprendizado vira ativo, e não uma lembrança dispersa.
Tendo como referência trajetórias de construção e expansão, é natural que o líder refine suas decisões ao longo do tempo. De acordo com Ian Cunha, superintendente geral, um princípio simples: decisões melhores nascem de clareza, critérios e revisão constante, não de perfeccionismo.
Autor: Demidov Turgueniev